CEO da B&Q e presidente do Sindienergia-CE, empresário liderou agenda na Intersolar Europe 2026, que resultou na filiação da chinesa Zetatech e abriu negociações com fabricantes globais
O empresário Luís Carlos Queiroz, CEO da B&Q e presidente do Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia-CE), retornou da Intersolar Europe 2026, realizada em Munique, na Alemanha, com importantes avanços para o setor energético cearense. A missão internacional fortaleceu o relacionamento com fabricantes globais de sistemas de armazenamento de energia e abriu negociações voltadas à atração de investimentos para o Ceará.
Luís Carlos Queiroz participou de uma intensa agenda de reuniões com empresas líderes no desenvolvimento de sistemas de armazenamento de energia (Battery Energy Storage Systems – BESS), tecnologia considerada estratégica para ampliar a eficiência da matriz elétrica brasileira e acelerar a transição energética.
Além da Zetatech, Luís Carlos Queiroz conduziu reuniões com fabricantes internacionais como Hyper Strong, SolaX Power e EVE Battery. A agenda foi realizada em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do consultor Jurandir Picanço, e teve como objetivo apresentar o potencial do Ceará como destino para novos investimentos relacionados ao armazenamento de energia, além de construir relacionamentos que possam resultar em futuros projetos industriais no Estado.
Segundo Luís Carlos Queiroz, a missão consolida o posicionamento do Ceará como referência nacional na transição energética.
“Participar da Intersolar Europe reforça o protagonismo do Ceará no cenário energético nacional e internacional. Voltamos com uma agenda de negociações construída em parceria com a FIEC que poderá resultar na atração de novos investimentos em armazenamento de energia para o Estado nos próximos meses”, afirma.
Ceará se prepara para uma nova etapa da transição energética
Para Luís Carlos Queiroz, a expansão do armazenamento de energia será um dos pilares para garantir maior eficiência ao sistema elétrico brasileiro, especialmente em estados como o Ceará, que possuem grande participação de fontes renováveis, como a energia eólica e solar.
O armazenamento em baterias permite que a energia gerada em momentos de baixa demanda seja preservada para utilização posterior, reduzindo desperdícios, aumentando a confiabilidade do sistema elétrico e ampliando a competitividade das fontes renováveis.
A tecnologia também surge como uma resposta aos impactos do curtailment, situação em que usinas renováveis precisam reduzir sua geração devido às limitações da infraestrutura de transmissão.
Segundo levantamento da ePowerBay, o Ceará deixou de aproveitar aproximadamente 3,3 milhões de MWh entre outubro de 2021 e setembro de 2025 em razão dessas restrições. O volume seria suficiente para abastecer cerca de 16,5 milhões de residências durante um mês, evidenciando a importância de investimentos em soluções de armazenamento.
“Não basta ampliar a capacidade de geração de energia. Precisamos investir em tecnologias que permitam armazenar essa produção e utilizá-la de forma mais eficiente. O armazenamento será um dos grandes motores da nova economia da energia e o Ceará reúne todas as condições para liderar esse movimento”, destaca Luís Carlos Queiroz.
Conectando o Ceará às principais empresas do mundo
Durante a Intersolar Europe, Luís Carlos Queiroz acompanhou de perto as principais tendências que estão transformando o setor energético global.
Entre elas, destacam-se o avanço dos sistemas de armazenamento em baterias, a consolidação de grandes complexos industriais integrados, reunindo geração renovável, hidrogênio verde, armazenamento energético, indústria química, logística e infraestrutura de transmissão, e a crescente integração entre diferentes segmentos da cadeia energética para acelerar a descarbonização e fortalecer a competitividade industrial.
Segundo Luís Carlos acompanhar essas transformações é essencial para que o Ceará mantenha sua posição de destaque no cenário nacional.
“Nosso papel é aproximar o Ceará das empresas que estão desenvolvendo as tecnologias que vão transformar o setor energético nos próximos anos. Cada reunião realizada representa uma oportunidade de novos investimentos, geração de empregos, inovação e desenvolvimento para o nosso Estado.”
Considerada uma das maiores feiras de energia solar e armazenamento do mundo, a Intersolar Europe 2026 reuniu mais de 2.800 expositores e participantes de mais de 160 países, consolidando-se como uma das principais vitrines globais para tecnologias voltadas à energia renovável, armazenamento, mobilidade elétrica e gestão inteligente da energia.
Para Luís Carlos Queiroz, a missão reforça o compromisso do Sindienergia-CE em conectar o setor produtivo cearense às principais tendências mundiais e criar um ambiente cada vez mais competitivo para a atração de investimentos.
“A transição energética acontece em escala global, e o Ceará precisa estar onde as decisões são tomadas e onde as tecnologias estão sendo desenvolvidas. É assim que fortalecemos nosso ambiente de negócios, ampliamos nossa competitividade e criamos novas oportunidades para toda a cadeia produtiva da energia”, conclui.
